26 de abril de 2010

Tangerineira

22.janeiro.2010

Esta tangerineira foi descoberta pela minha namorada numa ida para o trabalho, numa lojita pela qual eu não dava nada. No dia seguinte, fomos lá os dois comprá-la.
Por este motivo, eu digo que esta tangerineira é dela e não minha, mas acabo por ser eu a cuidar dela, se bem que é um excelente motivo para ela me ajudar e para eu a tentar iniciar e viciar neste meu hobby.
Quando a comprámos, ela tinha ainda uma tangerina e a dona da loja basicamente apenas me disse que é um enxerto (coisa que se nota a milhas) e que não precisa de muito sol, coisa que eu também percebi pelo sítio onde ela estava na loja, visto que raramente era posta no exterior.


Isto era o estado dela no dia em que a comprámos.
Achámos que tinha folhas e ramos a mais, pelo que passámos um bom bocado a "tosquiar" a nossa nova árvore nessa noite.











  <-- Nesta foto podem ver as raízes que não tinham mais por onde crescer dentro deste vaso. Mesmo assim, tamanha foi a poda que as folhas levaram que já estávamos com medo de matar a pobre árvore e decidimos não lhe mexer mais nesse dia.

Decidimos também deixar a tangerina para lhe dar uma mística diferente :)


Nas duas fotos abaixo podem ver o resultado final.
Admito que parece drástico, mas no dia 10.abril.2010, altura em que já tive coragem para cortar as raízes (não tenho fotos), reduzi-as a cerca de metade do tamanho que mediam, ou talvez menos, e esta apresentava botões que estão agora a rebentar com novas folhas e ramos.

Houve uma altura em que até desconfiámos que a árvore era de plástico, porque esta não dava o mínimo sinal de vida, nem quando eu a testava demorando mais tempo a regá-la para ver se as folhas reagiam..
Valeu-nos o facto de termos visto as raízes e de a minha gata ter voltado a atacar (mordeu duas folhas) e pela forma como as folhas estavam secas à volta das marcas dos dentes, via-se que era verdadeira.

17 de abril de 2010

Transplante da macieira

19.janeiro.2010

O transplante da minha macieira decorreu sem problemas. Não precisei de recorrer a máquinas para a manter ligada a este mundo nem foi uma cirurgia complicada.

Ela parece estar a gostar da nova terra e do novo vaso.
Continua aparentemente muito fraquinha, mas eu sei que aquilo é só para enganar. É mais resistente que a grande muralha da China ou, pelo menos, assim o demonstra com os seus pequenos, mas sempre firmes avanços.

Há que dizer que não consigo tirar o problema que ela aparenta ter de fungos, nem aplicando um fungicida sistémico que comprei, mas de qualquer das formas já tem cá fora três folhinhas e parece que quer continuar a avançar com um projecto que eu presumo ser o seu primeiro ramo.

De uma coisa eu tenho a certeza. Este ano será decisivo para ela.
Ou consegue ganhar força (claro que eu vou ajudando com os fertilizantes) ou então vai-se render às muitas adversidades da sua, ainda curta, vida.
Optimista como eu sou, sei que a segunda hipótese não irá acontecer. Presumo que mesmo que demore mais um ano a tornar-se aquilo a que podemos chamar de árvore, eu aposto que estamos perante mais um caso de um patinho feio, ou melhor, macieirazinha feia.
Até pode ser do meu instinto maternal, mas sei que se vai tornar num belo bonsai em poucos anos.

Penso que fui bastante bruto no corte das raízes, não em termos de força aplicada, mas sim em quantidade de raíz que cortei. No fundo, queria dar mais um trabalho à minha macieira, sabendo que se ela sobreviver a um corte assim tão grande, terá mais força à medida que as raízes se desenvolvem neste novo vaso, que é mais feio, mas bastante mais fundo, o que vai beneficiar esse crescimento das raízes na vertical e estou convencido que isso está directamente relacionado com o crescimento vertical da planta, assim como do engrossamento do tronco.

Ficam aqui as fotos do transplante:


   

Na primeira foto, podem ver as raízes emaranhadas na terra.

Na segunda foto, as raízes já limpas e com uma linha vermelha a mostrar onde fiz o corte das raízes.

Na terceira foto, o produto final, já no vaso novo.